Quase 10 ciberataques por segundo

Aumenta o número de ciberataques nos países latino americanos. Brasil está em 3º no ranking.

Nos últimos 12 meses, na América Latina, foram registrados 746 mil ciberataques por dia. Isso representa, em média, 9 ataques por segundo. O número de ocorrências vem aumentando.

Os dados foram divulgados pela Kaspersky Lab na 8ª Conferência de Analistas de Segurança para a América Latina ocorrida no Panamá.

Alguns dados relevantes

Houve crescimento de 60% em ataques cibernéticos na região. A Venezuela registrou o maior número de ataques em proporção à sua população, com um total de 70,4 %, seguido pela Bolívia (66,3%) e pelo Brasil (64,4%).

O Brasil é líder na hospedagem de sites maliciosos. Aproximadamente 50% dos servidores de hospedagem da América Latina foram usados para ataques.

Somos um dos 20 países mais atacados do mundo. A propósito, phishing traz bons resultados. A tática é fácil de ser implementada e eficaz: milhares de e-mails falsos, com ofertas tentadoras de produtos, são enviados para chamar a atenção das vítimas. Se o usuário clicar no link, será redirecionado para um site falso, onde colocará os dados do cartão para fazer a compra, fornecendo seus dados a criminosos, sem desconfiar de nada.

Os usuários domésticos são mais afetados pelo phishing, talvez por serem mais negligentes, quando comparados às empresas em relação à segurança.

Lembrando que a Kaspersky tem uma tripla camada contra phishing: detecção via KSN (nuvem); assinaturas (baixadas no dispositivo) e heurística (análise de comportamento).

O e-mail é o principal vetor de ataque (63%). Vetores offline, como dispositivos USB e softwares piratas representam 43%.

Malware para dispositivos móveis

Houve aumento de 31,3% de ataques contra dispositivos móveis nos últimos meses. Os ataques em sua grande maioria ocorreram contra usuários da plataforma Android. O aponta para a tendência dos ataques, cada vez mais direcionados aos dispositivos móveis. Portanto, é preciso ter cada vez mais cautela com downloads, páginas acessadas e informações compartilhadas.

As ameaças para dispositivos móveis mais difundidas são:

  • Trojans Boogr.gsh: especializados em difundir anúncios não solicitados (adware), furtar o plano de consumo de dados das vítimas, a energia de suas baterias e obstruir o funcionamento normal do dispositivo.
  • Backdoor.AndroidOS.GinMaster.b: por meio de acesso remoto permite ao invasor se conectar ao dispositivo da vítima e explorar seu conteúdo, extraindo informações valiosas ou simplesmente fazendo o que quiser.

Malware para Mac

Houve diminuição de 14,9% nos ataques a usuários do MacOS. Talvez pelo fato de os dispositivos Apple terem um alto custo para os usuários da região, sejam menos acessíveis. No entanto, o Trojan JS.Miner.m, que ocupa o primeiro lugar, é uma ameaça universal, sendo uma perigoso para os usuários de MacOS e Windows, e até mesmo para usuários móveis Android e iOS. Como todo o processo de infecção acontece no navegador do usuário, a plataforma é irrelevante.

Do mesmo modo, para o Trojan.PDF.Phish é irrelevante o sistema operacional, pois os arquivos PDF podem ser abertos de qualquer dispositivo. Nesse caso, o anexo malicioso em PDF é acompanhado por uma forma peculiar de phishing que convence a vítima a enviar suas credenciais para que o conteúdo do conteúdo do documento seja visto.

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