Quantidade de malwares para dispositivos móveis triplica

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Você tem ideia de quantos malwares voltados para dispositivos móveis foram criados no segundo trimestre de 2015 ( de 1 de abril a 31 de junho)?

De acordo com o relatório de ameaças virtuais da Kaspersky Lab surgiram 291.800 novos programas de malware focados em dispositivos móveis. Foram produzidas mais de 3 mil ameaças por dia. O número é 2,8 vezes superior ao do primeiro trimestre.

Os principais alvos das ameaças para dispositivos móveis, como smartphones e tablets, continuam sendo os aplicativos de banco. No relatório do primeiro trimestre o Trojan-SMS.AndroidOS.OPFake.cc aparecia como responsável por ataques a pelo menos 28 aplicativos bancários e financeiros.

A versão mais recente do trojan, que surgiu no segundo trimestre, foi capaz de atacar 114 desses aplicativos, quatro vezes mais do que no primeiro trimestre. Seu principal objetivo é roubar as credenciais de login do usuário, usadas para atacar, entre outros, vários aplicativos de e-mail populares.

O alvo dos cibercriminosos é onde tem dinheiro

O estudo diz que no período de abril a junho, foram recebidas 5.900.000 notificações de tentativas de infecções por malware para roubar quantias em dinheiro via acesso online a contas bancárias. Esse número é 800.000 inferior ao do primeiro trimestre.

Cingapura foi líder no número de usuários da Kaspersky Lab vítimas de ataques pela internet por trojans que visam sistemas bancários; 5,3% de todos os usuários da Kaspersky Lab no país enfrentaram ameaças nesse período. Em seguida, vêm a Suíça com 4,2%, o Brasil (4%), Austrália (4%) e Hong Kong (3,7%). Deve-se notar que a maioria dos países entre os 10 primeiros são tecnologicamente avançados e/ou têm sistemas bancários desenvolvidos, o que atrai os criminosos virtuais.

Os especialistas da Kaspersky Lab afirmam ainda que as ameaças financeiras não se limitam aos programas de malware que atacam clientes de sistemas de bancos online. Além do malware voltado para bancos (83%), as ameaças financeiras incluem mineradores de Bitcoins (9%) – programas de malware que usam os recursos de computação da vítima para gerar Bitcoins, além de ladrões de carteiras Bitcoin (6%) e keyloggers (2%).

Ataques virtuais direcionados

No segundo trimestre, a Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky Lab (GReAT) divulgou quatro campanhas de espionagem virtual: CozyDuke, Naikon, Hellsing e Duqu 2.0. As vítimas incluem agências governamentais, empresas comerciais e outros alvos de alto nível. No segundo trimestre, também foi observado o interesse dos criminosos virtuais em pequenas e médias empresas; elas foram alvo da campanha de espionagem virtual Grabit. Os cibercriminosos se concentraram nos setores da indústria química, nanotecnologia, educação, agricultura, meios de comunicação de massa e construção.

Segundo ainda o estudo, uma média de 23,9% dos computadores de usuários da Internet do mundo todo foram atacados, pelo menos, uma vez. Isso representa 2,4% a menos que no primeiro trimestre. Foram detectados 26.000.000 de objetos maliciosos exclusivos, 8,4% a menos que no primeiro trimestre.

Entre eles, o script AdWare.JS.Agent.bg foi o mais disseminado; esse script é injetado por programas de adware em páginas da internet escolhidas ao acaso. Mais da metade (51%) dos ataques bloqueados pelos produtos da Kaspersky Lab, que foram originados na internet, foram lançados por recursos maliciosos localizados na Rússia. Na lista, estão Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, Ilhas Virgens, Ucrânia, Cingapura, Reino Unido e China.

O texto completo do relatório do segundo trimestre está disponível em Securelist.com

 

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