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Golpe da mão fantasma: como funciona o acesso remoto e como se proteger

Golpe da mão fantasma: quando o criminoso assume o controle do seu celular

Imagine receber uma ligação do seu banco.

A pessoa do outro lado conhece seu nome, sabe qual instituição você utiliza e afirma que identificou uma movimentação suspeita na sua conta.

O atendente parece profissional.

Ele explica que sua conta pode ter sido invadida e que existe um procedimento de segurança para resolver o problema.

Então vem o pedido:

“Precisamos que você instale um aplicativo para que possamos verificar seu celular.”

É nesse momento que o golpe começa.

Conhecido como golpe da mão fantasma ou golpe do acesso remoto, esse tipo de fraude utiliza engenharia social para convencer a vítima a instalar ou autorizar uma ferramenta capaz de permitir o acesso remoto ao celular ou computador.

Depois que o acesso é concedido, o criminoso pode visualizar informações, manipular o dispositivo e tentar realizar operações financeiras.

O nome “mão fantasma” vem justamente da sensação de que alguém está mexendo no aparelho à distância.

Como funciona o golpe da mão fantasma?

O golpe normalmente começa com uma abordagem convincente.

O criminoso pode se apresentar como funcionário de um banco e informar que existe:

  • uma compra suspeita;
  • uma transferência não reconhecida;
  • uma tentativa de invasão;
  • um problema no cartão;
  • uma atualização de segurança;
  • um bloqueio preventivo;
  • uma suposta clonagem da conta.

A intenção é provocar preocupação.

Depois, o criminoso apresenta uma solução aparentemente simples.

Ele pode dizer:

“Vamos instalar uma ferramenta para verificar o problema.”

Ou:

“Vou enviar um link para atualizar o aplicativo de segurança.”

Ou ainda:

“Precisamos acessar seu aparelho para corrigir a falha.”

Não faça isso.

A partir do momento em que você instala e autoriza uma ferramenta de acesso remoto a pedido de um desconhecido, pode estar entregando o controle do aparelho ao próprio golpista.

O que é acesso remoto?

Ferramentas de acesso remoto são tecnologias legítimas.

Elas permitem que uma pessoa controle ou visualize um computador ou dispositivo à distância.

Empresas utilizam esse tipo de solução, por exemplo, para:

  • suporte técnico;
  • manutenção;
  • administração de computadores;
  • atendimento remoto;
  • resolução de problemas.

O problema não está necessariamente na existência da tecnologia.

O problema está em quem está solicitando o acesso e por qual motivo.

No golpe da mão fantasma, o criminoso tenta convencer a vítima a utilizar uma ferramenta legítima ou um aplicativo malicioso para entregar o controle do dispositivo.

Por isso, não basta perguntar:

“Esse aplicativo existe?”

A pergunta correta é:

“Por que alguém está pedindo acesso ao meu celular?”

O criminoso pode usar um aplicativo legítimo

Esse detalhe torna o golpe ainda mais perigoso.

Muitas pessoas imaginam que o criminoso necessariamente enviará um vírus.

Nem sempre.

Em versões mais recentes do golpe, o fraudador pode orientar a vítima a instalar uma ferramenta legítima de acesso remoto.

O aplicativo pode existir de verdade e estar disponível em uma loja oficial.

Isso não significa que a ligação seja legítima.

O problema acontece quando o usuário fornece ao criminoso as permissões necessárias para controlar o aparelho.

Portanto:

Um aplicativo legítimo também pode ser utilizado em uma fraude.

A segurança depende não apenas do aplicativo, mas de quem está solicitando o acesso e quais permissões estão sendo concedidas.

Como o golpista convence a vítima?

O golpe utiliza principalmente engenharia social.

O criminoso tenta criar uma situação em que a vítima:

  • acredita que existe um problema;
  • fica preocupada com a possibilidade de perder dinheiro;
  • confia no suposto funcionário;
  • aceita seguir instruções;
  • instala o aplicativo;
  • concede permissões;
  • abre o aplicativo do banco;
  • acaba permitindo que o criminoso acompanhe ou manipule o dispositivo.

A estratégia combina autoridade, medo e urgência.

Quanto menos tempo a vítima tiver para pensar, maior a possibilidade de seguir as instruções.

“Detectamos uma transferência suspeita”

Essa é uma abordagem bastante comum.

O criminoso pode afirmar:

“Acabamos de identificar uma transferência de R$ 8.000.”

Ou:

“Existe uma tentativa de compra no seu cartão.”

A vítima naturalmente quer cancelar a operação.

É justamente nesse momento que o criminoso apresenta a falsa solução.

“Para bloquear a operação, precisamos acessar seu celular.”

Não aceite.

Uma instituição financeira não precisa controlar seu aparelho para você cancelar uma operação.

Se houver alguma dúvida sobre uma movimentação, encerre a ligação e entre em contato com o banco utilizando um canal oficial.

A abordagem não precisa acontecer somente por telefone.

O criminoso também pode enviar uma mensagem:

“Identificamos uma tentativa de acesso à sua conta. Clique aqui para proteger seu dispositivo.”

O link pode levar para:

  • uma página falsa;
  • um arquivo malicioso;
  • uma página de download;
  • um aplicativo fraudulento;
  • uma página que tenta induzir a instalação de uma ferramenta legítima.

Não clique.

Se realmente existir algum problema, abra o aplicativo oficial do banco ou digite diretamente o endereço do site no navegador.

O criminoso pode pedir para abrir o aplicativo do banco

Essa é uma parte particularmente perigosa.

Depois de conseguir acesso remoto, o golpista pode orientar:

“Agora abra o aplicativo do banco.”

A vítima acredita que está seguindo um procedimento de segurança.

Na realidade, pode estar permitindo que o criminoso acompanhe a operação.

Dependendo das permissões concedidas e da configuração do dispositivo, o criminoso pode tentar visualizar informações, manipular telas ou induzir a vítima a realizar operações.

Por isso:

Nunca abra seu aplicativo bancário seguindo instruções de uma pessoa desconhecida que possui acesso remoto ao seu aparelho.

O golpista pode pedir sua senha?

Pode tentar.

E esse é outro sinal de alerta.

Nunca informe:

  • senha bancária;
  • código de autenticação;
  • PIN;
  • senha do cartão;
  • código recebido por SMS;
  • código de confirmação;
  • senha de e-mail.

Se alguém que ligou para você pedir qualquer uma dessas informações, encerre o contato.

O criminoso pode procurar senhas armazenadas no celular

Esse é um dos motivos pelos quais o golpe pode causar danos que vão muito além da conta bancária.

Muitas pessoas armazenam informações sensíveis no próprio celular.

Por exemplo:

  • senhas em aplicativos de notas;
  • informações enviadas para si mesmas por WhatsApp;
  • documentos;
  • fotos de cartões;
  • dados bancários;
  • e-mails;
  • informações de acesso a serviços.

Se um criminoso consegue controlar o dispositivo, pode tentar procurar essas informações.

Por isso, não utilize o celular como um arquivo desorganizado de senhas e dados financeiros.

Use um gerenciador de senhas confiável e mantenha informações sensíveis protegidas.

Usar a mesma senha aumenta o risco

Imagine que sua senha bancária seja igual à senha utilizada em uma loja online.

Ou em um serviço de streaming.

Ou em seu e-mail.

Se uma dessas contas for comprometida, o criminoso pode tentar utilizar a mesma senha em outros serviços.

A recomendação é simples:

use senhas diferentes para serviços diferentes.

Um gerenciador de senhas pode ajudar a criar e armazenar credenciais exclusivas sem exigir que você memorize todas elas.

Como saber se meu celular foi comprometido?

Não existe um único sinal que confirme a invasão.

Mas alguns comportamentos merecem atenção.

Por exemplo:

  • o cursor ou a tela se movimenta sem você tocar;
  • aplicativos são abertos inesperadamente;
  • configurações são alteradas;
  • aparecem aplicativos que você não instalou;
  • o dispositivo apresenta comportamento estranho;
  • operações são realizadas sem sua autorização;
  • surgem notificações inesperadas;
  • o aparelho fica excessivamente lento;
  • você percebe alterações em contas ou serviços.

Um único comportamento estranho não significa necessariamente que houve um ataque.

Mas, se isso acontecer depois de você ter instalado uma ferramenta de acesso remoto por orientação de um desconhecido, trate a situação com seriedade.

A tela mexendo sozinha é sinal de golpe?

Pode ser.

Em ataques de acesso remoto, o usuário pode perceber o dispositivo sendo manipulado sem tocar na tela.

Isso pode acontecer porque outra pessoa está controlando o aparelho remotamente.

Mas existem outras causas possíveis para comportamentos semelhantes.

Por isso, não é recomendável tentar diagnosticar tudo apenas observando a tela.

Se você acredita que alguém teve acesso remoto ao dispositivo, interrompa a conexão e procure ajuda técnica confiável.

Como evitar o golpe da mão fantasma?

A principal regra é muito simples:

Nunca instale um aplicativo de acesso remoto porque alguém ligou dizendo ser do banco.

Se receber uma ligação desse tipo:

  • não instale nada;
  • não clique em links;
  • não forneça códigos;
  • não informe senhas;
  • não permita acesso remoto;
  • desligue;
  • abra o aplicativo oficial do banco;
  • procure os canais oficiais da instituição.

Essa sequência pode evitar o golpe.

O banco pode pedir para instalar um aplicativo?

Desconfie.

Aplicativos bancários devem ser instalados por iniciativa do próprio cliente, utilizando canais oficiais e lojas legítimas.

Uma pessoa que liga para você e pede para instalar uma ferramenta de acesso remoto para “resolver um problema bancário” está apresentando um forte sinal de fraude.

A regra prática é:

Não permita que um desconhecido controle seu celular para resolver um problema financeiro.

Não confie no número que aparece na tela

Um criminoso pode utilizar técnicas que fazem a ligação parecer mais legítima.

O número exibido pode até lembrar o telefone de uma instituição conhecida.

Isso não é prova suficiente de autenticidade.

Da mesma forma, o criminoso pode conhecer:

  • seu nome;
  • banco;
  • últimos números do cartão;
  • informações pessoais;
  • dados de compras.

Isso também não significa que ele seja funcionário da instituição.

Dados corretos não transformam uma ligação suspeita em uma ligação legítima.

Desligue e ligue você para o banco

Se alguém ligar dizendo que existe um problema na sua conta, não continue a conversa para tentar descobrir se é golpe.

Desligue.

Depois, procure o banco por um canal que você já conheça.

Pode ser:

  • aplicativo oficial;
  • número impresso no cartão;
  • site oficial;
  • agência;
  • canal oficial de atendimento.

Assim, você elimina o intermediário que acabou de ligar.

Cuidado com a falsa sensação de segurança

O criminoso pode dizer:

“Você não precisa se preocupar. Estamos protegendo sua conta.”

Esse tipo de frase parece tranquilizadora.

Mas o objetivo pode ser justamente fazer você baixar a guarda.

Sempre que uma pessoa desconhecida tentar assumir o controle do seu dispositivo, pense:

Quem realmente se beneficia desse acesso?

Se a resposta for “a pessoa que está ligando”, interrompa.

Como a Kaspersky pode ajudar?

Uma solução de segurança como o Kaspersky Standard, Kaspersky Plus ou Kaspersky Premium pode acrescentar uma camada de proteção ao dispositivo.

Dependendo da solução e da plataforma, recursos de segurança podem ajudar a identificar ameaças, bloquear conteúdo malicioso e proteger contra diferentes tipos de ataques digitais.

Isso é especialmente útil quando criminosos utilizam:

  • links maliciosos;
  • páginas de phishing;
  • arquivos perigosos;
  • malware;
  • aplicativos suspeitos.

Mas é importante entender uma limitação.

A Kaspersky não consegue impedir que você, voluntariamente, conceda acesso remoto a uma pessoa em quem decidiu confiar.

Por isso, o golpe da mão fantasma exige duas camadas de proteção:

tecnologia + comportamento seguro.

A solução de segurança ajuda a proteger o dispositivo.

Você precisa impedir que um desconhecido assuma o controle dele.

O que fazer se você instalou o aplicativo?

Se você percebeu que instalou uma ferramenta de acesso remoto porque alguém ligou para você, não espere para ver o que acontece.

Interrompa imediatamente a conexão.

1. Desconecte o dispositivo da internet

Se possível, desative Wi-Fi e dados móveis para interromper uma eventual sessão remota.

2. Remova o aplicativo

Desinstale a ferramenta que foi instalada durante a abordagem.

Se não conseguir removê-la ou não souber exatamente o que foi instalado, procure assistência técnica confiável.

3. Não entre novamente no banco pelo aparelho comprometido

Antes de acessar sua conta bancária, tenha certeza de que o dispositivo está seguro.

4. Entre em contato com o banco

Utilize outro dispositivo ou um canal oficial.

Informe que houve uma tentativa ou possível acesso remoto.

5. Revise suas contas

Verifique movimentações bancárias e outras atividades suspeitas.

6. Altere senhas importantes

Principalmente se alguma senha estava armazenada no aparelho.

Priorize:

  • e-mail;
  • banco;
  • cartão;
  • serviços de pagamento;
  • contas de trabalho;
  • redes sociais.

7. Registre a ocorrência

Se houve prejuízo ou tentativa de fraude, preserve as evidências e registre um Boletim de Ocorrência.

E se o criminoso realizou um Pix?

Aja imediatamente.

Entre em contato com o banco pelos canais oficiais e informe que a transferência está relacionada a uma fraude.

Tenha em mãos:

  • comprovante da operação;
  • valor;
  • horário;
  • chave Pix;
  • dados do destinatário;
  • número utilizado pelo golpista;
  • mensagens;
  • capturas de tela.

No caso de Pix, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para aumentar as possibilidades de recuperação de valores em situações de fraude. O pedido deve ser feito rapidamente junto à instituição financeira.

Também registre um Boletim de Ocorrência.

Não apague as evidências

Depois de sofrer uma tentativa de golpe, a reação natural pode ser apagar tudo.

Faça o contrário.

Guarde:

  • número do telefone;
  • mensagens;
  • e-mails;
  • links;
  • nome do aplicativo instalado;
  • comprovantes;
  • capturas de tela;
  • horários das ligações;
  • dados das contas destinatárias;
  • informações fornecidas pelo criminoso.

Esses dados podem ajudar o banco, a polícia e profissionais de segurança a entender o que aconteceu.

Empresas também precisam se proteger

O golpe da mão fantasma pode atingir dispositivos corporativos.

Imagine um funcionário recebendo uma ligação enquanto trabalha:

“Sou do suporte de TI. Identificamos um problema no seu computador.”

O criminoso pede acesso remoto.

Se o funcionário aceitar, o atacante pode conseguir acesso ao dispositivo e potencialmente alcançar informações corporativas.

Por isso, empresas devem estabelecer uma política clara:

Nenhum acesso remoto deve ser concedido com base apenas em uma ligação inesperada.

O suporte técnico deve utilizar canais previamente definidos e ferramentas autorizadas pela própria empresa.

Como proteger computadores da empresa?

Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco:

  • mantenha sistemas atualizados;
  • utilize soluções de segurança;
  • restrinja privilégios administrativos;
  • controle quais aplicativos podem ser instalados;
  • utilize autenticação multifator;
  • mantenha backups;
  • treine funcionários;
  • estabeleça um processo oficial para suporte remoto;
  • não permita instalação de ferramentas sem autorização;
  • monitore acessos suspeitos.

O objetivo é evitar que um funcionário seja colocado diante de uma decisão de segurança sem ter orientação prévia.

Checklist contra o golpe da mão fantasma

Recebeu uma ligação dizendo que seu celular ou conta está com problema?

Pergunte:

  • ❓ Pediram para instalar um aplicativo?
  • ❓ Enviaram um link para download?
  • ❓ Pediram acesso remoto?
  • ❓ Pediram para abrir o aplicativo do banco?
  • ❓ Pediram senha ou código?
  • ❓ Disseram que existe uma movimentação urgente?
  • ❓ Pediram para realizar uma transferência?
  • ❓ Pediram para “proteger” seu dinheiro?
  • ❓ A ligação não foi solicitada por você?

Se a resposta for sim para qualquer uma dessas situações, desligue e procure o banco por um canal oficial.

7 regras para não cair no golpe da mão fantasma

  1. Nunca aceite acesso remoto de desconhecidos - Principalmente quando a abordagem envolve banco ou dinheiro.

  2. Não instale aplicativos por orientação de uma ligação inesperada - Mesmo que o aplicativo exista oficialmente.

  3. Não clique em links enviados durante uma suposta ligação de suporte - Procure o serviço diretamente.

  4. Nunca informe senhas ou códigos - Eles não são necessários para um suposto atendente “proteger” seu aparelho.

  5. Não abra o aplicativo bancário sob orientação de um desconhecido - Encerre a ligação.

  6. Confirme qualquer problema diretamente com o banco - Use um canal oficial.

  7. Mantenha o dispositivo protegido - Atualizações e uma solução de segurança ajudam a reduzir outros riscos digitais.

A regra de ouro contra a mão fantasma

Existe uma regra que vale a pena memorizar:

Quem liga dizendo ser do banco não precisa controlar o seu celular para proteger sua conta.

Se alguém pedir para instalar um aplicativo de acesso remoto, não instale.

Se enviar um link, não clique.

Se pedir uma senha, não informe.

Se solicitar uma transferência, não faça.

Desligue e procure a instituição diretamente.

Conclusão

O golpe da mão fantasma combina engenharia social e tecnologia para transformar o próprio celular da vítima em uma ferramenta contra ela.

O criminoso não precisa necessariamente invadir o banco.

Ele tenta convencer você a abrir a porta.

Primeiro vem a ligação.

Depois, a história de uma suposta fraude.

Em seguida, o pedido para instalar um aplicativo ou permitir acesso remoto.

Quando a vítima concede a autorização, o criminoso pode tentar controlar o dispositivo, procurar informações sensíveis e realizar operações financeiras.

A prevenção começa com uma regra simples:

não permita que uma pessoa que ligou inesperadamente tenha acesso remoto ao seu celular ou computador.

Mantenha o sistema atualizado, use uma solução de segurança confiável, proteja suas senhas e, principalmente, desconfie de qualquer pessoa que tente criar urgência para assumir o controle do seu dispositivo.

Seu banco pode ajudar a resolver um problema na sua conta. Mas você não precisa entregar o controle do seu celular para isso.

Nota: recursos, condições promocionais, disponibilidade e preços podem mudar. Consulte a página oficial da Kaspersky antes da contratação.

Veja como uma solução de segurança pode ajudar a proteger seus dispositivos.

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