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Golpe do falso motoboy: como funciona e como evitar

Infográfico sobre golpe do falso motoboy: mostra cenário com criminoso em preto com pacote, celular exibindo aplicativo de banco com mensagem sobre cartão suspeito e instrução para cortar cartão, alerta em vermelho, cartão com símbolo proibido vermelho, e 4 dicas de proteção - desconfiar de ligações sobre clonagem, reconhecer que banco não manda motoboy, nunca entregar cartão/senha/código, e confirmar com banco pelos canais oficiais

Golpe do falso motoboy: cuidado com quem diz que precisa buscar seu cartão

Imagine receber uma ligação do seu banco informando que uma compra suspeita foi identificada no seu cartão.

A pessoa do outro lado conhece seu nome, sabe qual banco você utiliza e explica que o cartão pode ter sido clonado.

Em seguida, vem a orientação:

“Por segurança, corte o cartão ao meio. Um motoboy será enviado à sua residência para recolhê-lo.”

Parece um procedimento de segurança.

Mas é exatamente o golpe.

O golpe do falso motoboy combina engenharia social, falsificação da identidade do banco e, em alguns casos, uma abordagem presencial. O criminoso primeiro conquista a confiança da vítima por telefone e depois envia outra pessoa para buscar o cartão.

O objetivo é obter o cartão e, principalmente, preservar o chip para utilizá-lo em transações fraudulentas.

A regra mais importante é simples:

Banco não manda motoboy buscar seu cartão.

Como funciona o golpe do falso motoboy?

A fraude geralmente começa com uma ligação.

O criminoso se apresenta como funcionário de uma instituição financeira e afirma que identificou alguma irregularidade.

Pode dizer que houve:

  • uma compra suspeita;
  • uma tentativa de clonagem;
  • uma transação em outra cidade;
  • uma movimentação não reconhecida;
  • um problema de segurança;
  • uma tentativa de fraude.

O objetivo é fazer a vítima acreditar que existe uma situação urgente.

Depois, o falso funcionário apresenta uma solução.

A vítima deve:

  • informar dados;
  • confirmar informações;
  • fornecer a senha;
  • cortar o cartão;
  • não danificar o chip;
  • entregar o cartão a um suposto motoboy.

É justamente essa última etapa que permite ao criminoso obter o cartão físico.

Por que o criminoso pede para cortar o cartão?

Essa é uma das características mais importantes do golpe.

O golpista pode orientar a vítima a cortar o cartão ao meio, mas sem cortar o chip.

A vítima acredita que o cartão ficou inutilizado.

Mas o chip continua preservado.

Com o cartão em mãos, os criminosos podem tentar utilizá-lo para realizar transações fraudulentas.

Por isso:

Não corte o cartão seguindo instruções de alguém que ligou para você.

O banco pode mandar um motoboy buscar meu cartão?

Não.

Essa é uma das informações mais importantes para memorizar.

Se alguém ligar dizendo que é do banco e informar que um funcionário, motoboy ou representante irá até sua casa buscar seu cartão, não entregue o cartão.

Não importa se:

  • a pessoa sabe seu nome;
  • conhece o banco;
  • sabe os últimos números do cartão;
  • informa uma compra que você não reconhece;
  • fornece um protocolo;
  • parece conhecer seus dados.

Essas informações não comprovam que a ligação seja legítima.

O criminoso pode saber que você fez uma compra

Isso torna a fraude mais convincente.

O golpista pode mencionar:

“Identificamos uma compra de R$ 2.800 em uma loja de São Paulo.”

A vítima pensa:

“Realmente não fiz essa compra.”

A partir daí, a pessoa fica mais propensa a seguir as instruções.

O criminoso então apresenta uma falsa solução:

“Precisamos bloquear o cartão. Corte-o e entregue ao nosso motoboy.”

É uma estratégia de engenharia social.

O criminoso não precisa necessariamente invadir o sistema bancário. Ele precisa convencer você a entregar voluntariamente o instrumento que pretende utilizar.

E se o golpista pedir minha senha?

Não informe.

Nunca forneça sua senha bancária ou senha do cartão por telefone.

Também não informe:

  • códigos de segurança;
  • códigos recebidos por SMS;
  • tokens;
  • senhas de aplicativos;
  • códigos de autenticação;
  • dados completos do cartão.

A senha é pessoal e intransferível.

Se alguém que se apresenta como funcionário do banco solicitar essa informação, encerre a ligação.

Cuidado com o falso protocolo de atendimento

O criminoso pode fornecer um número de protocolo para parecer legítimo.

Por exemplo:

“Seu protocolo é 584729.”

Isso pode aumentar a confiança da vítima.

Mas um protocolo informado durante uma ligação não comprova a autenticidade do atendimento.

O mesmo vale para nomes de funcionários, números de telefone, departamentos e supostos códigos de segurança.

O criminoso pode inventar todos esses elementos.

O golpista pode pedir para você ligar para o banco

Existe outra técnica que merece atenção.

O criminoso pode dizer:

“Desligue e ligue para o número que está no verso do seu cartão.”

Parece uma ótima recomendação.

Mas algumas versões do golpe exploram a possibilidade de a chamada anterior não ser realmente encerrada, fazendo com que a vítima continue conectada ao fraudador.

Por isso, se você recebeu uma ligação suspeita, prefira utilizar outro telefone para procurar o banco.

Como identificar o golpe do falso motoboy?

Alguns sinais são especialmente importantes.

🚨 “Seu cartão foi clonado”

Essa pode ser a história utilizada para iniciar a fraude.

🚨 “Corte o cartão”

Não siga essa orientação recebida por telefone.

🚨 “Não corte o chip”

Esse é um dos sinais mais característicos do golpe.

🚨 “Vamos enviar um motoboy”

Não entregue o cartão.

🚨 “Precisamos da sua senha”

Não forneça.

🚨 “Faça isso imediatamente”

A urgência é usada para impedir que a vítima pense e confirme a informação.

🚨 “Não desligue”

Outro sinal de alerta.

Uma instituição legítima não precisa impedir que você procure atendimento por outro canal.

E se o cartão já estiver bloqueado?

Mesmo assim, não entregue o cartão.

Essa é uma informação importante porque o criminoso pode tentar tranquilizar a vítima:

“O cartão já está bloqueado. Pode entregar ao nosso funcionário.”

O problema é que o cartão físico continua contendo informações que podem ser úteis aos criminosos.

E se aparecer um motoboy na minha casa?

Não entregue nada.

Não forneça documentos.

Não permita fotos.

Não permita filmagens.

Não informe senhas.

Se alguém aparecer dizendo que veio buscar seu cartão porque o banco solicitou, não entregue o cartão e confirme a situação diretamente com a instituição financeira por um canal oficial.

Se houver insistência ou comportamento ameaçador, procure ajuda das autoridades.

Como evitar o golpe do falso motoboy?

A principal regra é:

Nunca entregue seu cartão para alguém que diz ter sido enviado pelo banco.

Se receber uma ligação informando que seu cartão foi clonado:

  • não informe sua senha;
  • não forneça códigos;
  • não corte o cartão seguindo instruções do interlocutor;
  • não entregue o cartão;
  • não aceite a visita de um suposto motoboy;
  • desligue;
  • entre em contato com o banco pelos canais oficiais.

Se houver realmente uma fraude, o banco poderá orientar você sobre o bloqueio e a substituição do cartão.

Como descartar um cartão corretamente?

Se o cartão realmente precisar ser descartado, inutilize-o de maneira adequada.

O cuidado principal é destruir o chip, além de inutilizar as informações do cartão.

Não entregue o cartão a terceiros para que eles façam esse procedimento.

O que fazer se você entregou o cartão?

Se você percebeu que caiu no golpe, aja imediatamente.

1. Entre em contato com o banco

Utilize um canal oficial.

Informe que o cartão foi entregue a um possível golpista.

2. Solicite o bloqueio ou cancelamento

Peça orientação sobre a substituição do cartão.

3. Verifique as transações

Confira o extrato e as compras recentes.

Procure por qualquer operação que você não reconheça.

4. Conteste transações fraudulentas

Informe imediatamente ao banco sobre as operações que não reconhece.

5. Guarde as evidências

Preserve:

  • número que ligou;
  • mensagens;
  • horário da ligação;
  • nome informado pelo criminoso;
  • protocolo fornecido;
  • imagens;
  • comprovantes;
  • dados do suposto motoboy.

6. Registre um Boletim de Ocorrência

O registro pode ser feito presencialmente ou, quando disponível, pela delegacia virtual do estado.

Como a Kaspersky pode ajudar?

Uma solução de segurança como o Kaspersky Standard, Kaspersky Plus e Kaspersky Premium pode contribuir para proteger computadores e celulares contra ameaças como phishing, sites maliciosos, malware e arquivos perigosos.

Mas existe uma regra importante:

Antivírus não substitui atenção durante uma ligação.

Se alguém ligar dizendo ser do banco e pedir seu cartão, a melhor proteção é simplesmente não entregar.

Checklist contra o golpe do falso motoboy

Recebeu uma ligação dizendo que seu cartão foi clonado?

Confira:

  • Pediram sua senha?
  • Disseram que o cartão foi clonado?
  • Pediram para cortar o cartão?
  • Orientaram a preservar o chip?
  • Disseram que um motoboy viria buscá-lo?
  • Pediram para você entregar o cartão?
  • Solicitaram fotos ou vídeos?
  • Pediram pagamento de alguma taxa?
  • Criaram uma situação de urgência?

Se a resposta for sim, pare.

Não entregue nada.

7 regras para não cair no golpe

  1. Nunca entregue seu cartão a terceiros –” Mesmo que a pessoa diga ser funcionária do banco.

  2. Nunca forneça sua senha –” Senha bancária é pessoal.

  3. Não corte o cartão seguindo instruções de uma ligação –” Principalmente se disserem para preservar o chip.

  4. Não aceite motoboys enviados para recolher cartões –” Essa é uma característica clássica da fraude.

  5. Desconfie de entregas inesperadas –” Principalmente quando houver cobrança, pedido de documentos ou fotos.

  6. Confirme diretamente com o banco –” Use o aplicativo, site oficial, número do cartão ou agência.

  7. Se houver fraude, aja rapidamente –” Bloqueie o cartão, comunique o banco, preserve evidências e registre a ocorrência.

A regra de ouro contra o falso motoboy

Guarde esta frase:

Seu banco não precisa recolher seu cartão na sua casa.

Se alguém disser que seu cartão foi clonado e que um motoboy vai buscá-lo, não entregue o cartão.

Se pedirem sua senha, não informe.

Se pedirem para cortar o cartão, não siga as instruções.

Se aparecer um entregador, não entregue documentos, cartão ou informações pessoais.

Desligue e procure o banco diretamente.

Conclusão

O golpe do falso motoboy é um exemplo clássico de como a engenharia social pode transformar uma situação aparentemente legítima em uma fraude.

Primeiro, o criminoso cria uma história sobre uma suposta fraude no cartão.

Depois, conquista a confiança da vítima.

Em seguida, pede senha, orienta o corte do cartão e envia um falso motoboy para recolher o plástico.

O detalhe crucial é que o banco não precisa enviar ninguém para buscar seu cartão.

Se houver uma suspeita de fraude, entre você mesmo em contato com a instituição financeira por um canal oficial.

E nunca se esqueça:

Cartão, senha e códigos de segurança são pessoais. Não entregue essas informações a quem entrou em contato inesperadamente.

Alguns segundos de desconfiança podem impedir um prejuízo muito maior.

Nota: recursos, condições promocionais, disponibilidade e preços podem mudar. Consulte a página oficial da Kaspersky antes da contratação.

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